Set-report do Allociné completo!

Como já noticiado no HPImagens, o o site francês Allociné foi no início do ano aos estúdios do "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", e publicou algumas novidades, incluindo entrevistas a vários actores. Já tinha sido traduzido um pequeno excerto, mas agora o PTReducto traduziu-o integralmente!
É o set-report mais longo divulgado até agora e podes lê-lo a seguir:

"De volta à escola. Embora a saga Harry Potter se aproxime do fim cinematográfico (para os livros, a menos que estejas a viver noutro planeta no ano 2007, sabem que a J.K. Rowling terminou), está mais do que na hora do AlloCiné dar uma pequena passagem pela magia em Hogwarts. Sim, a escola é "verdadeira". Pelo menos uma parte, distribuída através das sete divisões dos impressionantes Estúdios Leavesden, incluindo 500000 metros quadrados dedicados às aventuras do jovem feiticeiro. Acrescentem alguns exteriores, com fundos azuis ou verdes, e com imagens de síntese e a com arte de montagem, e a Escola de Magia volta ao ecrã. Magia do cinema.
A primeira coisa com que o visitante muggle se depara: é na atmosfera familiar e sossegada que reina nas filmagens. Basta ver a alegria das jovens estrelas da saga que estão todos juntos pela primeira vez desde os ensaios há alguns meses. A cena do dia tem lugar no Salão Principal de Hogwarts e todos os estudantes feiticeiros - Harry, Ron, Hermione, Neville, Ginny, Cho, irmãs Patil (Padma Patil e Parvati Patil), Draco - estão reunidos para gravarem a cena. Os gémeos Weasley (Fred Weasley e George Weasley), saíram da escola desde o final do quinto filme (“Harry Potter e a Ordem da Fénix”) para poderem ter a sua loja (Magias Mirabolantes dos Weasley), também está na festa: James Phelps, também conhecido como Fred, é um dos assistentes do director David Yates no filme. Quando dizem-nos que esta é uma grande família.
Entre as filmagens, todos têm oportunidade de reencontrar os amigos. E quando é a hora de almoço, todos (estrelas, técnicos, dobradores, figurantes...) ficam juntos numa enorme cantina com estilo de salão de acampamento. É uma atmosfera muito boa. Mas eles não esquecem o trabalho. E, apesar de algumas gargalhadas com seus companheiros Rupert Grint (Ron) na cena do jantar, ficamos impressionados com a quantidade de falas ditas por Emma Watson (Hermione) para esse diálogo de minutos entre os amigos (e futuros amantes), que vê o ruivo (Ron) perguntar ao seu amigo (Harry) como havia de acabar com Lavender Brown. Os fãs vão entender.
Quanto a este filme, também é atingido por uma preocupação com os detalhes. Bem, isso é normal para uma produção de 200 milhões de dólares, mas ainda que assim é... Na biblioteca de Hogwarts, as prateleiras estão cobertas de livros de magia, cada livro tem um título, e podemos encontrar, por exemplo, um livro dedicado ao estilo de vida dos muggles britânicos. Na sala comum de Gryffindor, uma banda desenha (“As Aventuras de Martin Miggs, o Feiticeiro Louco”) encontra-se em cima de uma mesa, enquanto pequenos anúncios ("Perdido livro de feitiços 2° ano", etc) estam num quadro de afixação: não vemos no filme, mas estes são pequenos toques de decoradores que fazem toda a diferença. No quarto dos rapazes, uma cama não está arrumada: a do Ron, obviamente. No escritório de Dumbledore, uma carta dirigida ao Director de Hogwarts espera que alguém a abra. E descobrimos uma surpresa, atrás do escritório do feiticeiro, uma antecâmara e um enorme telescópio que nunca foram mostrados nos filmes (e talvez nunca aparecerão!).
Na Toca, desenhos dos filhos Weasley (incluindo um retrato da coruja Errol riscada pelo Ron quando era mais pequeno) enfeitam as paredes. O relógio mágico, que mostra que toda a família está em perigo mortal: uma cena inédita, inventada para este sexto filme, inclui um confronto entre Harry, Hermione, Lupin, Tonks, Ron e restantes Weasley, contra um ataque dos Devoradores da Morte. Além disso, dois estudios - um coberto com fundo azul, outro com fundo verde - são feitos para as cenas de Quidditch e a sequência na caverna onde Harry e Dumbledore irão enfrentar um exército de Inferis para apanhar a horcruxes de Voldemort Uma parede coberta com storyboards (serie de desenhos e figuras que mostram o traçado de um filme) da cena que aguarda com tanta expectativa a nossa atenção. Infelizmente, a produção é mais rápida: é ultra-secreto.
No entanto, o mágico Nick Dudman, da equipe responsável pelas criaturas, revela o seu museu de horrores: dragões, centauros, trolls, basilisk, aranhas gigantes, duendes, hipogrifos e thestrals preenchem a oficina dedicada às suas criações, muitas vezes em tamanho real. As mais recentes, Inferi (cadáveres que são controlados por magia negra) que atacam Harry e Dumbledore na caverna, estão bem colocadas no local. Ficamos deliciados com o resultado, que deverá ser aterrorizante. Ainda mais aterrorizante que a saída dos Dementors de Azkaban.
De volta ao Salão Principal, onde se termina a cena do dia de " Campeão ", o título de trabalho do filme (para evitar pirataria). Sentimos, na interpretação de Emma Watson, a revelação dos sentimentos de Hermione por Ron. Sim, porque em Hogwarts, por detrás da magia, cursos e a luta contra o Quem-Nós-Sabemos (Lord Voldemort), o amor também anda no ar. David Yates avisou-nos durante a divulgação de Harry Potter e a Ordem da Fénix: o filme Harry Potter e o Príncipe Misterioso seria uma mistura de sexo, drogas e rock'n'roll. Surpreendido? O melhor ainda é fazer uma entrevista aos actores. Accio entrevistas!

Entrevista com Daniel Radcliffe (Harry Potter)

Feliz por estar de volta?
Estou realmente satisfeito por estar de volta a Hogwarts. Mas na verdade, estamos a trabalhar há várias semanas, sempre com David Yates a dirigir. Temos um relacionamento profissional muito bom. Isso também é muito bom. O que realmente gostei durante estas primeiras semanas é que me encontrei sozinho com Michael Gambon (Albus Dumbledore) para todas as cenas onde Harry e Dumbledore estão sozinhos. E ele é muito interessante e fascinante: nós falamos sobre o rumo da história... Fascinante.

Qual é o estado de espírito de Harry neste sexto filme?
Neste sexto filme, Harry está muito organizado e focado nas suas tarefas. Há cinco anos que enfrenta Voldemort, mas é a primeira vez que ele e Dumbledore perdem tempo com uma acção concreta. Harry vê-se a si próprio como o melhor soldado de Dumbledore nesta guerra, e ele quer ajudar a realizar esta missão.

Já filmaram a cena final, com Dumbledore e Draco?
Estamos quase a gravar essa cena. Realmente não acho... será interessante, penso eu. Realmente não sei o que esperar, porque normalmente as cenas mais fortes do filme, as mais épicas, não são necessariamente as mais impressionantes do filme. Depois disso, o nosso trabalho é entregarmo-nos a melhor actuação possível, mas realmente não sei como vamos interpretar essa cena. Haverá, sem dúvida, uma atmosfera muito especial nesse dia...

E a cena de beijo com Ginny?
Foi estranho. Quando Katie Leung chegou a “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, era para interpretar Cho, o primeiro amor de Harry. Sabíamos que não havia preocupação. Mas quanto a Bonnie Wright (Ginny Weasley), que a conheço há 9 anos! Foi muito estranho, agora que ela tem 17 anos... mas ficou bem no final.

Fala-nos sobre a jovem, Jessie Cave...
Jessie é brilhante como Lavender! É realmente engraçada! Isso está evidente, porque esse papel só funciona se estiveres totalmente nele. E ela está totalmente assim em cada cena. Essa é a personagem que traz um pouco de leveza ao filme, porque o relacionamento de Harry e Ginny é mais complicado.

Já sentiste uma mudança na interpretação de Alan Rickman, agora que a saga está concluída e nós sabemos mais sobre Snape?
Acho possível que Alan Rickman (Severus Snape) já soube de coisas sobre o passado de Snape antes do lançamento do livro. Ele foi informado directamente pela J.K. Rowling, que lhe contou o que precisava de saber. Eu ainda não filmei com Alan neste sexto filme, mas acho que ele sabe tudo do personagem desde o começo e, por isso, não precisaria de mudar a sua forma de lidar com ele.

E o que achaste do sétimo livro?
Eu adorei! Sobrevivi e derrotei o vilão... esse é o melhor final com que eu poderia ter (risos). Foi muito estranho, porque eu terminei o livro a caminho para as filmagens do sexto filme. Foi muito estranho... eu achei-o emocionante: não apenas por causa da história, mas também porque foi realmente o final, o fim de tudo. Descobri que tinha de aproveitar esta personagem.
O que sentes quando te vês tão jovem nos primeiros filmes?
Tinha-me esquecido o quanto era jovem! Achava problemático ver-me neles quando eu tinha apenas 13 anos. Mas hoje, acho estranho e tocante ver-me tão jovem no primeiro filme. É estranho porque não existem muitos filmes onde seguimos um personagem por 6 ou 7 filmes, acompanhando o seu crescimento. Mas ao mesmo tempo, é a percepção do público, não a minha, porque eu nunca me vi a"crescer no cinema". Eu cresci na vida real. Será realmente muito estranho mostrar os filmes aos meus filhos...penso nisto quando vejo as fotos dos meus pais em crianças: é muito estranho ver os meus pais tão jovens. Então a saga Harry Potter, é uma boa maneira de assustar os meus filhos!

Que actores fizeram mais por estes filmes?
Michael Gambon (Albus Dumbledore), Gary Oldman (Sirius Black) e Imelda Staunton (Dolores Umbridge). Esta lista não foi exaustiva, com certeza! (risos) Michael é maravilhoso porque não leva nada a sério. Ele é muito relaxado, mas quando ouve “acção”, ele entra dentro do personagem em um segundo. Imelda é impressionante pelo número de variações que pode oferecer e como chegou a mostrar toda a história de uma personagem numa cena mínima. Ela tem essa capacidade de incutir elementos muito importantes nas suas cenas. Quanto ao Gary Oldman é uma interpretação fenomenal que me ensinou como poderia mergulhar num personagem. Os seus papéis são sempre incríveis...

E o que aprendeste na tua experiência teatral?
Nada para Harry Potter propriamente, mas acho que a experiência como um actor de teatro tem um grande impacto no meu trabalho. Em “Equus”, aprendi a manter um nível elevado de concentração por um longo período de tempo, ignorando ao mesmo tempo o que está ao meu redor. No palco, acontece várias coisas: uma vez, quase caí lá de cima! No teatro aprendes a manter-te focado na cena, não importa o que aconteça. “Equus” ensinou-me isto, e é me útil numa grande produção como Harry Potter, onde existem tantas coisas para se fazer... como esta entrevista! Agora sei que me posso arranjar rapidamente quando tenho duas cenas.

Entrevista com David Yates (realizador)
Como director como se encontrou num lugar com uma grande saga? O que o fez ficar interessado?
Concentrar-me no cenário. No filme anterior, foi a frustração dos adolescentes que me interessou e com a qual eu me identifiquei. Aqui, é o nascimento do amor que me atrai... e também o modo como os jovens percebem o quanto o mundo é complexo. No quinto filme, Harry viu a complexidade do mundo dos adultos. Agora, ele próprio participa nesta complexidade, devendo tornar as suas decisões. Ele (Harry) faz coisas que pensava que não era capaz: por exemplo, obter informações de Slughorn, e fá-lo de uma forma que não é muito característica daquilo que podemos esperar de um herói. Cada dia, um director toma decisões em termos de interpretação, gravação, iluminação... decisões que dependem da sua sensibilidade. O quinto filme foi diferente do anterior, e este também é diferente do quinto filme. O negativo de um filme é parte da alma do director: e espero que tenha tanto de mim este filme quanto o quinto.
Qual a diferença entre o sexto filme e o anterior?
Este filme é diferente no sentido de que é mais suave e se baseia mais na comédia. Eu tenho uma abordagem bem diferente da que tive em “Harry Potter e a Ordem da fénix”. O sexto livro é muito diferente do quinto, mais intenso porque tudo gira em torno do período de adolescência, onde se descobre a mecânica do amor. É muito “sexo, drogas e rock’n’roll”. Existe mesmo uma atmosfera diferente, o que é deveras interessante. É a qualidade da saga, à medida que o seu herói cresce. E agora que aprendi a trabalhar com efeitos visuais, o que me deixa mais confortável para brincar com tantas emoções neste filme.

E há algum francês na produção...
Eu queria trabalhar com o director fotográfico Bruno Delbonnel a partir do quinto filme, mas ele não estava disponível. Felizmente, ele foi capaz de libertar-se para o sexto filme, e faz um óptimo trabalho.

Qual é a maior dificuldade neste filme?
Trabalhar com fundo verde. É realmente difícil quando se fica três semanas sucessivas a frente de telas verdes. O Daniel está habituado a isso, mas dá muita dor de cabeça quando não se está acostumado. Nós gravamos a cena da caverna durante duas semanas, e foi muito difícil... é mais agradável gravar no Grande Salão de Hogwarts, como hoje: há muitos detalhes, coisas para filmar, texturas, é lindo como uma igreja! Num ambiente com fundo verde, só há aquela cor em todos os lugares, a sua volta e tennhp que ficar muito focado para ver a cena...
JK Rowling disse que Dumbledore era gay. Essa declaração mudou a sua abordagem dessa personagem?
Para ser sincero, não, por que a orientação sexual não muda a profundidade do personagem. Dumbledore continua charmoso, engraçado, poderoso, misterioso e excêntrico…e, por conseguinte, gay. Isso foi apenas adicionado a essa grande lista, mas não altera o personagem. Michael Gambon entrega-nos uma pequena performance neste filme, porque Dumbledore tem mais profundidade e mais coisas para fazer, é um Dumbledore mais interessante.
Fale-nos da cena que adicionou ao sexto filme...
J.K. Rowling sempre nos tem apoiado e incentivado. Ela adorava o quinto filme, e ela gostou muito deste cenário, por isso...ela tem confiança em nós, o que faz que ela esteja receptiva à novas propostas e que aceite certas alterações. Como esta cena resume a atmosfera do livro, onde ficamos a saber a cada dia de novas mortes e desaparecimentos. O leitor não vê essas cenas: ele só tem os relatos contados pelos jornais. Para nós era importante mostrar isso no filme, visto que isso é essencial: se tentares sentir isso através do testemunho de alguém, o facto não vai ter tanto impacto a não ser que esteja a assisti-lo. Foi isso que filmamos com o ataque à família Weasley pelos Devoradores da Morte. Mas a essência mantêm-se fiel ao livro.
E a morte de Dumbledore?
Vai ser muito emocionante por muitas razões. Especialmente porque Draco Malfoy vê-se com a missão de matar Dumbledore. É algo terrível, uma criança assassina. Tom Felton (Draco Malfoy) proporciona um excelente desempenho neste filme, ele tem algo serio para colocar dentro da interpretação... esta será uma sequência muito apreensiva, irão vão ver... Dumbledore continua a ser uma figura central neste universo: Harry perde mais um ente querido, mas ele vai lidar isso com uma grande maturidade. É algo diferente do que puderam ver nos outros filmes...
Entrevista com Tom Felton (Draco Malfoy)
O que podemos esperar neste filme de Draco?
Draco tem um papel mais importante neste filme, por isso é agradável ter a oportunidade de abordar a personagem sob esse aspecto. Eu tenho mais coisas a fazer, o cenário é brilhante e até agora está a ser muito divertido. Além disso na vida real eu sou o oposto de Draco, por isso é interessante interpretar alguém que não gostaria de mim. Eu e David Yates (realizador) conversamos muito sobre este novo Draco e o seu estado de espírito neste sexto filme. Ele perdeu o seu pai, pelos menos como um modelo a seguir. De um momento para o outro ele cuida de si próprio pois quer mostrar a sua independência. E depois, há a inveja de Harry e do seu papel como o eleito: ele só pensa em mostrar a toda gente daquilo que ele é capaz. Enquanto isso, por dentro, está aterrorizado e sabe que poderá não realizar a sua missão...é um verdadeiro conflito interno.

Como te preparas para a personagem?
Tivemos algum tempo para trabalhar com o David no cenário, incluindo a cena final com Michael Gambon, mas também a relação entre Snape e Draco. Lemos o guião, e tomamos notas e falamos sobre a mentalidade de Draco nas diferentes cenas. Draco é mais complexo desde que o seu pai foi preso: inicialmente, era provavelmente muito bidimensional a minha abordagem, mas David conseguiu uma profundidade mais real. Draco está mais centrado em Harry: ele tem uma missão agora, e ele tem feito realmente algo característico. E, depois, podemos compara as reacções de Harry quando ele perdeu os pais comparado com o que ele vive com ausência do seu pai, estão todos a começar a perceber que Draco não é assim tão mau, e que essa é a sua maneira de ser fortemente influenciado pelo pai e do como ele o trata. É, por conseguinte, há mais investigação, emoções, subtilezas...
Já gravaste a cena final contra Dumbledore?
Ainda não. Mas mal posso esperar.

Sentes-te cansado após seis filmes? Achas que estás nessa fase?
É bom voltar todos ano e ver todos a crescer. Vemos os filmes anteriores quando passam na televisão e é simplesmente fantástico ver o quanto nós todos envelhecemos... é muito estranho... mas, ao mesmo tempo, é bom tê-lo em vídeo. Pensei no fim disto (filmes). E imagino que isso será como o fim do ensino médio, ou algo deste género, quando deixas pessoas com as quais aprendeste a amar e respeitar. Este é o nosso primeiro trabalho! Portanto, a ideia de deixar Hogwarts e fazer outra coisa é assustadora e ao mesmo tempo excitante. O dia de despedida será uma mistura de emoções, e acho...mas não espero por ele, disso tenho certeza. Como resultado da minha carreira, estou receptivo a qualquer coisa que me possa levar a algo de novo... mesmo se estiver errado, gostaria de experimentar várias coisas, fazer um teste em público e ver no que dá. Mas ao mesmo tempo, não estou num momento em que posso escolher os meus projectos! Aproveito o que me oferecerem! (risos)

Como é a tua relação com fãs de Harry?
Não tenho muitos problemas com os fãs de Harry Potter. Só com os mais jovens que ainda não diferenciam a ficção da realidade. Isto significa que não sou mau no meu trabalho se eles reagem dessa forma! (risos)
Entrevista com David Barron (produtor)

Com que estado de espírito se encontra neste sexto filme?
As pessoas perguntam-nos sempre se não é cansativo voltar sempre à saga. Mas as histórias são tão diferentes. E além do mais, temos uma excelente distribuição, e trabalhamos com diferentes directores talentosos. Mike Newell não tinha forças suficientes para realizar dois filmes em seguida, mas David Yates é incansável: quanto mais grava, mais energia encontra. É uma pessoa maravilhosa: se eu pudesse, passaria o resto da minha carreira a trabalhar com ele.
É fácil de gerir a entrada de um novo director nesta saga?
Cada director, que já tenha tido o habito de trabalhar anteriormente com filmes únicos, que não fazem parte de uma franquia, deve se adaptar a esse novo universo e personagens que já haviam sido definidos desde o primeiro volume. É um pouco evidente para um recém-chegado, pois devemos às vezes dizer que Harry não fará isso ou aquilo, ou dizer que tal coisa não é possível. Mas com o segundo filme, o mesmo para este filme com o David, é muito mais fácil porque os directores já estão tão envolvidos neste mundo quanto nós... e como sempre tentamos ultrapassar as fronteiras em cada filme em termos de feitos visuais e outros pontos, é mais fácil trabalhar com um director que já tenha feito um filme.

David Yates refere-se sempre ao sexto filme como “Sexo, drogas e rock'n'roll”...
Rock'n'roll, não sei, não vi nenhuma bateria! E ainda menos sexo! (Risos) Mas estou certo que este filme, além do poder crescente de Voldemort e da preparação de Harry por Dumbledore, o filme ainda foca a adolescência e as tensões amorosa dos jovens. Em especial Ron, com Rupert Grint a desempenhar o seu papel de maneira engraçada, irão ver. Há também o Quidditch: que não havia no quinto filme, já que não era importante na história, mas aqui pudemos reintroduzi-lo através de Ron... em resumo, este filme tem um grande coração no meio de uma história sombria.

Qual é o maior desafio para um produtor?
O maior desafio estava nos ombros dos produtores do primeiro filme. Não era apenas definir este universo - é mais fácil desenvolver um universo que já existe -, era também escolher os jovens actores de 10-12 anos que fossem, bons atores desde o primeiro volume e que fossem capazes de se tornar brilhantes à medida que os filmes fossem realizados. E finalmente estávamos preparados. Não havia nenhuma “maçã podre” no nosso grupo. Porém, a cena da caverna foi um grande desafio no sexto filme. É um ambiente totalmente virtual, como o da Sala das Profecias no Harry Potter e a Ordem Fénix. E era necessário trabalhar no design dos Inferi, para que eles não parecessem sair de um filme de George A. Romero! É muito difícil inventar um novo tipo de mortos-vivos...

Um dos novos personagens, o Prof. Slughorn, é muito diferente em relação ao livro...
Certamente, Jim Broadbent é um pouco diferente fisicamente do Slughorn dos livros, ele é mais pequeno e mais gordo, estou a falar do Slughorn, não do Jim! (Risos) Mas o David sempre pensou nele para este papel e Jim é um génio: ele entra dentro do personagem completamente e quando o vês, nem reparas nas diferenças com o Slughorn dos livros.

Algum actor já te disse, “não”?
Que eu me lembre não. Mas não trabalhei no primeiro nem no terceiro filme, então é possível que isso tenha acontecido. Mas não na minha supervisão de qualquer maneira (quando trabalhou nos Planeta dos Macacos de Tim Burton, Tim Roth rejeitou o papel de Snape no primeiro filme). Isto porque a maior parte dos grandes actores tem filhos, netos, sobrinhos, e a ameaça que eles sofreriam se recusassem um papel em Harry Potter é um risco que eles preferem não correr. Mas o maior problema não é encontrar um actor para os papéis adultos, mas sim de conciliar os estudos à agenda das nossas jovens estrelas, porque os exames são mais importantes. E eles devem estar preparados no momento de fazer os exames e de se formarem, assim como todos os estudantes do mundo inteiro...

Vocês conservam cenários de um filme para o outro?
A menos que algum não esteja em condições de uso, tentamos guardar o máximo de cenários e acessórios possíveis. Nesse caso, tentamos fazer os cenários de forma a poder montar e desmontar facilmente caso seja preciso guarda-los. E às vezes, alteramos um pouco: por exemplo as janelas da casa de banho da Murta Queixosa, são semelhantes às da Enfermaria e da Biblioteca. Então podemos pegar num pedaço de um cenário e colocá-lo no outro...

Descobrimos no sétimo livro a importância dos detalhes dos livros anteriores... têm a certeza de não se ter esquecido de nenhum detalhe dos filmes anteriores para o grande final?
No inicio, J.K. Rowling conversa com o director e os argumentistas. Trabalhamos no guião, e quando estivermos satisfeitos, e confirmamos o trabalho feito. Às vezes ela faz-nos umas observações. Foi o caso com o Grope no quinto filme: tínhamos pensado em não colocá-lo, pois não teríamos tempo de aprofundar sua personagem. E visto a importância que tem no sétimo livro decidimos acrescenta-lo ao filme, J.K. Rowling disse- nos: “Se fosse vocês não o fazia!” (Risos) Então o introduzimo-lo no quinto para o podermos utilizar no sétimo. E se tudo correr bem, não teremos outras surpresas uma vez que a J.K. ajudou-nos a não esquecer nenhum detalhe...

Entrevista com Emma, Rupert e companhia
Hermione cresceu...
Emma Watson: Hermione mudou muito. Inicialmente, ela era a primeira da classe, muito obediente às regras... mas ela evoluiu, cresceu. A amizade com Harry e Ron tornou- se mais forte, assim como os seus sentimentos por Ron. Ela cuida bastante de Harry, como uma espécie de mãe ou irmã mais velha. Muitas pessoas perguntam-me porque é que ela não namora com Harry, mas é perfeitamente lógico: trata-se de uma amiga e uma mãe para ele, e neste sexto filme vamos ver sua amizade entre eles a crescer. É muito bom de ver e interpretar... (...) Desde o início que eu sabia que o Ron e a Hermione acabariam juntos! Eu sabia! (Risos) A Hermione começa a aceitar os seus sentimentos por Ron, a que ela se recusou aceitar até agora. O Ron também não tinha a certeza, mesmo que inconscientemente, acho que ele sente a mesma coisa. Eles provocavam-se, enfrentavam-se... por isso, é uma evolução interessante desta relação que é abordada neste sexto filme. E é agradável, enquanto que a saga se torna cada vez mais obscura, manter um toque de subtileza através destes dois personagens. Acho que a J.K. Rowling conseguiu encontrar e capturar o que é ser um adolescente. Todas estas situações estranhas onde se aprende o jogo do amor... é algo que ela (J.K. Rowling) compreende muito bem. Quando li o sétimo livro, e cheguei á cena do beijo entre Ron e Hermione, fiquei um pouco dividida. Por um lado, fiquei muito feliz por Hermione. E, por outro, entrei em pânico! Pois teria de beijar um amigo que conheço há sete anos... (Risos)

Histórias dos beijos
Rupert Grint: Cada filme é diferente um do outro. Ron está mais confiante neste filme. Ele joga Quidditch, tem uma namorada...algumas novidades muito boas. (...) Gravamos as cenas com Jessie Cave (Lavender Brown) há algumas semanas, incluindo a cena do beijo. Sem nenhum ensaio: deu-mos o nosso melhor. Foi um pouco embaraçoso, porque foi antes da partida de Quidditch e então estava lá muita gente. Foi embaraçoso no começo, estávamos muito nervosos, mas concentramo-nos na cena e correu bem... (...) Quanto ao casal Ron/Hermione, esperei muito para ler essa parte no sétimo livro. Mas a verdade é que quando tivermos que gravar esta cena, vai ser muito estranho de fazer. Nós temos uma relação muito especial nos sets, por isso vai ser muito estranho. Mas vamos fazer, não se preocupem! (Risos)

Bem-vindo a Hogwarts
Jessie Cave: Fui para uma audição em Abril de 2007, repeti mais três ou quatro vezes os testes mais tarde, e então em Setembro, soube que tinha sido seleccionada. Eu não estava a acreditar! Até começarmos a filmar. (Risos) Mesmo assim os meus amigos não acreditaram! (...) Foi bastante estranho descobrir este universo pela primeira vez, porque nós conhecemos como espectador e como fã. Todos os cenários são separados, é surpreendente. E depois, encontrar-se no meio de actores, figurinos, adereços, corujas, técnicos... é impressionante. Todos estes actores conhecem-se desde o primeiro dia de filmagem do primeiro filme: logo, eu tinha a sensação de estar a invadir o universo que era deles, e isto incomodava-me um pouco. Eu ficava no meu canto, tipo o regresso às aulas quando ficas no fundo da sala. Mas todos foram muito calorosos, foi estranho, mas fácil graças a eles. (...) A cena do beijo com o Ron foi muito embaraçosa para filmar. Ele tinha pouco para fazer: era só ficar parado e deixar-se ir. Repetimos isto duas vezes de manhã com o director David Yates, com ninguém por perto. O primeiro beijo foi um pouco delicado depois de nós termos certeza que seria mais fácil de fazer na frente de 70 pessoas!
A evolução do Neville
Matthew Lewis: É realmente surpreendente. Mas ao mesmo tempo, eu tinha a certeza que Neville teria o seu grande momento antes do final da saga. Desde o começo na realidade... Mas não fazia ideia que fosse tão forte, foi realmente uma surpresa. Eu não esperava vê-lo a tornar-se no líder da resistência! (Risos) Eu adorei o livro e estou ansioso para filmá-lo. (...) A personagem é realmente muito interessante de interpretar: tem a sua relação com o Harry, porque os dois perderam os seus pais, as cenas de acção que vimos no quinto filme e que serão mais intensas no sétimo filme... E também o humor. É óptimo fazer rir os outros. Existem muitos desafios e coisas diferentes para fazerem com o Neville."

FONTE: PTReducto

1 comentários:

  1. Anónimo disse...:

    Foi optimo terem traduzido para português, pois assim descobrimos certos pormenores sobre o filme!! agradeço imenso ja q o inglês nao é comigo xD

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