Tradução do artigo sobre PM da Empire!

Como já noticiado, a nova edição da revista Empire trouxe consigo novas fotos e um artigo do 6ºfilme, "Harry Potter e o Príncipe Misterioso", onde se descreve um pouco dos Inferis, do Greyback e mais coisas!
O artigo já se encontra traduzido:
"Tendo superado mortes na família, um inimigo ressuscitado (repetidamente e com gosto) e o pegajoso começo da puberdade, Harry Potter encara provavelmente o seu pior obstáculo até agora. Não, isso tem pouco a ver com o filme ser mais obscuro - embora os precedentes insistam em que cada aventura deva ter uma redução no diagrama de claridade - nem com aquele homem cujo nome não deve ser dito. O grande obstáculo para Harry Potter e o Príncipe Misterioso, que inicialmente pode parecer insuperável, é que muita gente, até um número de fãs teimosos, não estariam em contra de passar este episódio e ir directamente para o final… desde que nós possamos ter aquela parte em que a grande personagem morre (o spoiler já passou disso?) como prólogo. Harry Potter 6 é uma proposição única na série de filmes, este é o primeiro a sair depois de termos descoberto o grande final com a publicação do último da série, Harry Potter e os Talismãs da Morte. Saber o destino final de Harry e amigos (e inimigos) tira inerentemente um pouco da tensão do Príncipe Misterioso, que potencialmente poderia ser como um resumo ‘anterior em Harry Potter’. Entretanto, saber como termina todo o estabelecimento bruxo pode acabar por provar-se o melhor aliado do filme.

“É óptimo saber o final,” diz o produtor da série David Heyman. “A linha do tempo agora está ali para nós vermos [saiba que estamos a construir de acordo]. É claro, nós sempre tivemos Jo (Rowling) para nos dizer se estamos a deixar alguma coisa importante fora dos filmes e eu acho que o processo de escrever os filmes sempre foi orgânico, mas agora nós sabemos o que é absolutamente necessário… tem um tanto de coisas que nós tínhamos deixado de fora, mas tivemos que colocar e possivelmente vice-versa.”

Todos os filmes Potter anteriores, mesmo os melhores, foram até à extensão permitida para conservar tanto do livro quanto fosse possível, caso algo se tornasse importante depois. Removendo esta algema em particular (a maior parte do guião de Steve Kloves foi escrito antes do lançamento de Talismãs da Morte, mas foram feitos alguns ajustes depois) significa que este filme deve ser um pouco mais relaxado na sua reverência à fonte e fazer o que é necessário para ser um filme verdadeiramente sem costura, ao invés de ser simplesmente uma visualização do livro.

A verdade é que pouca coisa importante acontece no Livro 6. Harry tem alguns picos hormonais e aprende como ele pode finalmente derrotar Voldemort. E então tem aquela enorme, muito importante, e esperançosamente atordoante batalha no final. Além disso, tem muita discussão sobre o terror manejado pelo obscuro chefe bruxo, o que acontece quase exclusivamente onde os nossos heróis não estão. É um livro em que o vilão está inteiramente ausente, excepto nos flashbacks em forma de criança (Ralph Fiennes não aparece no filme). É como O Império Contra-Ataca sem Darth Vader; ou pior, com Jake Llyod. Mas com um bocado de ajustes da narrativa de J.K. Rowling e a escolha cruel do desnecessário, o livro contém grandes momentos suficientes para fazer um magro e emocionante filme.

Poderia ter tudo o que amamos em Harry Potter – a sagacidade, a bobeira inteligente, o encanto, o terror –, mas sem todos esses pedaços em que todos baixam as varinhas para ter uma longa conversa sobre o que aconteceu há muito tempo atrás quando tudo era sépia e as barbas eram mais curtas. No set é estimulante ouvir os directores do filme afirmando que eles estão aumentando as apostas no livro, colocando todo o barulho e acção de fora das telas nas telas, onde eles pertencem. E eles estão fazendo-o de primeira.

“Abrimos com um grande ataque,” diz o director David Yates, que regressa do último filme e que também irá terminar a série com os dois filmes que irão formar Talismãs da Morte. “Jo fala sobre isso no livro, mas nós iremos mostrá-lo. Nós iremos levar um grande símbolo de Londres às ruínas. Vai ser espectacular.”
“[Outra] grande cena que criamos, ou embelezamos um pouco,” adiciona Heyman, “é quando as crianças voltam para a Toca (a confusa casa dos Weasleys, que é esquadrinhada pelos agentes de Voldemort). Nós o fizemos mais como um evento… muito da ameaça do livro vem em flashbacks, conforme vai-se aprendendo mais sobre o Voldemort. Nós temos um pouco disso, mas sempre que se vai para o flashback, quebra-se a narrativa. Nós queremos manter essa ameaça, então o que nós fizemos foi criar esse ataque, um cena envolvendo os Devoradores da Morte (seguidores mascarados de Voldemort), que estão a causar estragos no mundo mágico. No livro, está no papel, mas nunca se experimentou aquilo. Eu não quero contar nada, mas é uma grande cena de acção…”

Ficou claro quando a Empire visitou o set de Príncipe Misterioso que será um filme de extremos. Enquanto que os anteriores foram tanto assustadores (Prisioneiro de Azkaban, Ordem da Fénix) como aventureiros (Cálice de Fogo), este filme deve pender dramaticamente entre os dois. No dia da visita, Yates estava a filmar uma cena que envolvia um pobre estudante (feito por Robert Knox – tragicamente morto alguns meses depois) pregando cordialmente bola após bola de boliche conforme o monte aumenta, enquanto Jim Broadbent, como o novo professor Horace Slughorn, interroga às escondidas os pupilos reunidos.

“Este é o sexo, drogas e rock’n’roll,” diz Yates numa pausa para alimentar a força seu elenco. “É uma história engraçada. Eu brinquei com Mike Newell quando ele saiu [Cálice de Fogo], ‘Tu pegaste no amor adolescente, seu hambúrguer pegajoso. Eu fiquei com toda a raiva adolescente. ’ Ordem da Fénix foi todo sobre raiva, rebelião e deslocamento. É fixe lidar com algo que é mais sexo, drogas e rock’n’roll… bom, talvez sexo, poções e rock’n’roll.”
“Sexo drogas e rock’n’roll? Obrigado, David, este é um comentário do qual eu vou ter que me defender por meses,” ri Daniel Radcliffe depois. “Obviamente não tem sexo no livro, é tudo subentendido, mas tem um grande montante de energia sexual e tem algumas drogas paralelas. Nós temos um pouco do que o David chama dos nossos ‘momentos Trainspotting’. São dois filmes que eu nunca achei que seriam mencionados na mesma ocasião…é uma grande balança. As partes leves são mais leves do que antes, e as partes obscuras são extremamente obscuras.”

Noutro lugar no espreguiçante estúdio Leavesden, as coisas estão distintamente insuficientes. Andando através do departamento de efeitos, podes ser desculpado por pensar que entrou na última interminável série de zombies de George Romeo ou uma refilmagem de Joe Dante Grito de Horror. Numa mesa estão as várias vestimentas de Fenrir Greyback, um lobisomem que gradualmente perde o seu lado humano e que participa numa parte importante na batalha de Hogwarts entre o bem e o mau. A aparência de Greyback não é nem humana nem bestial, com pele facial com penugens que, apesar da sensação agradável de um gatinho húmido, faz a sua apariência marcadamente mais horrível. Mas o horror verdadeiro está do outro lado…

Aqueles que leram os livros vão lembrar-se de uma parte importante da aventura de Harry que o leva em contacto com um grupo de desagradáveis cadáveres animados chamados Inferi (nomeados pelo romano nome para submundo) que protegem algo que o jovem bruxo precisa por suas mãos.
“Eles são horríveis,” treme Radcliffe. “Eles me lembram a corpos em sepulturas em campos de concentração. É aquela aparência horrenda de um corpo desgastado, mas não um esqueleto. Tem algumas crianças Inferi também.”
Enquanto que a Empire assiste, um artista está esmeradamente esculpindo um desses seres quase inteiramente esqueletos. É mais inquietante do que a maior parte de retratos de zombi cinemáticos, uma estranha estrutura de pouca pele colocada em cima de muitos ossos (entre as fotos de referência do escultor de pessoas subnutridas tem uma página de fofocas com a foto da uma vez participante do Big-Brother Chantelle Houghton!). É o tipo de coisa que se imagina ser difícil de passar pela censura de filmes de 15 anos, sem falar um para 12 anos.

“Nós temos que ser muito, muito cuidadosos,” admite Yates. “Eu acho que porque é Harry Potter e pela base de fãs, tem uma tolerância maior pelo que vamos apresentar. Então podemos fazer um pouco mais do que o que os outros filmes podem fazer.”
A ousadia na aproximação nos níveis de medo neste filme é reflexo de um sentimento de experimento. O lançamento do livro final criou novo excitamento; tem um sentimento de ‘sem obstáculos’, porque não falta muita coisa.

“Tem muita coisa que nós não vemos a hora de fazer,” diz Heyman, que deve ter dado mais de uma década da sua vida para esta série até o último filme. “A batalha final em Talismãs da Morte vai ser inacreditável, mas também será a resolução das coisas das personagens. Nós queremos que o nosso legado seja espectacular.”
FONTE: Oclumência

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